Star Wars Outlaws chega ao Game Pass renovado e levanta o debate sobre performance nos jogos
A espera acabou para os assinantes do Game Pass Ultimate. Star Wars Outlaws desembarca hoje no serviço trazendo não apenas a campanha original, mas uma série de melhorias significativas implementadas desde o seu lançamento em 2024. Quem decidir explorar o submundo da galáxia agora encontrará uma versão muito mais robusta do título, que recebeu diversos ajustes de qualidade de vida, especialmente nas mecânicas de furtividade e combate. É a oportunidade ideal para conhecer a história de Kay Vess, mas, para aproveitar essa experiência visualmente rica em sua plenitude, é fundamental entender também como o desempenho do hardware impacta a sua jogatina.
Uma galáxia mais viva e perigosa
Para os recém-chegados, o jogo oferece a chance de percorrer locais icônicos e inéditos, desde as areias áridas de Toshara até as ruas gélidas de Kijimi. O diferencial aqui é a liberdade: sendo o primeiro jogo de mundo aberto da franquia, a exploração é recompensada com tesouros, itens colecionáveis e informações valiosas que podem ser vendidas por créditos. A atualização que chega ao Game Pass permite que o jogador molde a jornada de Kay com mais autonomia.
O sistema de furtividade, antes rígido, agora é opcional em muitas missões. Se você prefere resolver as coisas com um blaster na mão em vez de se esgueirar por dutos de ventilação, o jogo agora abraça esse estilo “explosivo”. A inteligência artificial dos inimigos foi refinada para deixar claro quando você está prestes a ser detectado, e agora é possível até disparar sua arma enquanto pilota o speeder, facilitando a defesa contra piratas. Além disso, duas expansões de história pagas, “Wild Card” e “A Pirate’s Fortune”, trazem figuras lendárias como Lando Calrissian e Hondo Ohnaka, aprofundando ainda mais a imersão nesse universo.
A importância da fluidez visual em mundos abertos
Com tantas melhorias gráficas e um mundo aberto detalhado, surge uma questão técnica que faz toda a diferença na hora de jogar: a taxa de quadros. De nada adianta ter um cenário deslumbrante se a movimentação parece travada. É aqui que entra o conceito de FPS (Frames por Segundo). Essa medida indica a quantidade de imagens individuais que são exibidas na tela a cada segundo. Cada quadro é uma fotografia estática e a velocidade com que eles são trocados cria a ilusão de movimento.
Quanto maior for esse número, mais suave será a experiência. Em um jogo de ação como Star Wars Outlaws, onde a precisão ao pilotar um speeder ou mirar em um stormtrooper é vital, um FPS alto garante que os movimentos dos personagens e objetos pareçam naturais. Por outro lado, uma taxa baixa resulta em engasgos, atrasos e aquela sensação de que o jogo está “pesado”, o que pode quebrar totalmente a imersão que a desenvolvedora tentou criar.
Sincronia entre jogo e monitor
Não basta apenas que o console ou PC consiga gerar muitos quadros; o seu monitor precisa ser capaz de exibi-los. Enquanto o FPS diz respeito ao processamento do jogo, o Hz (Hertz) refere-se à taxa de atualização da tela, ou seja, quantas vezes o monitor atualiza a imagem por segundo. Existe uma relação direta e necessária entre esses dois fatores para se obter a melhor qualidade visual.
Quando o jogo envia mais quadros do que o monitor consegue atualizar, ocorre um fenômeno visual desagradável conhecido como “screen tearing” ou rasgo de tela. A imagem parece cortada ao meio, com partes de quadros diferentes sendo exibidas simultaneamente. Para evitar isso e garantir que as perseguições em alta velocidade com Kay Vess sejam fluidas, o ideal é que a taxa de atualização do monitor (seja 120Hz, 144Hz ou superior) esteja alinhada com o FPS do jogo. Investir em hardware compatível não é apenas luxo, é o que garante a responsividade e a imersão, transformando uma simples sessão de jogo em uma experiência cinematográfica interativa.




